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Candidatura ao Conselho da SBC

terça-feira, 14 maio 2013

Prezados,

Gostaria de me apresentar para os associados da SBC que não me conhecem. Tenho participado ativamente da SBC desde a sua fundação. Minha área principal de atuação é a de Sistemas de Informação e Banco de Dados e EAD, atualmente sou membro da CE de Banco de Dados tendo sido o coordenador do comitê de programa do SBBD de Florianópolis em 2011 e, posteriormente coordenador desta Comissão. Tenho participado há várias gestões da Comissão de Educação e sou membro ativo do WEI. Após muitos anos de vivência na Sociedade e no ambiente acadêmico e tecnológico da computação no Brasil e no mundo achei que poderia dar uma nova contribuição à SBC trazendo a experiência acumulada para o Conselho desta Sociedade.

Os meus principais pontos de vista detalhados nas Crônicas que tenho publicado regularmente e divulgado na lista sbc-l. Em resumo, minha atuação é muito ligada à implantação das tecnologias computacionais na sociedade e suas consequências. Acredito que estas tecnologias devam ser sempre consideradas com a sua perspectiva humana. As tecnologias não são neutras, podem ser ferramentas de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos como podem ser forma de domínio tecnológico e massificação sem qualidade. Quanto ao ensino da computação é preciso que se procure ampliar sua difusão para a maior parte possível dos brasileiros, mas nunca perdendo de vista a qualidade. Considero que devemos nos esforçar para qualificar e valorizar as conferências organizadas pela SBC estimulando a participação de todos os níveis de formação. Uma característica única de nossos eventos é a participação de grande número de alunos desde a Iniciação Científica. Esta característica, que tenho denominado Divisão de Acesso precisa ser mantida e estimulada com eventos colocalizados atraindo os jovens que serão o futuro da nossa Comunidade. Finalmente acredito que é essencial estimular a participação ativa da comunidade, de forma semelhante ao que acontece na SBPC, com a produção e defesa de documentos e realização de ações que influam de forma importante na formação de modelos e de ações que afetem a área. Um grande exemplo de ações deste tipo foram os Grandes Desafios.

Se você concorda com estas proposições, por favor, compartilhe este texto nas redes sociais.

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OAB-RJ realiza ato público contra o fim da pesquisa universitária

sexta-feira, 24 maio 2013

Decisão publicada em cartilha da CGU já teria inviabilizado financiamento de R$ 10 milhões para Coppe/UFRJ

(Ascom da OAB-RJ)

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio de Janeiro (OAB/RJ) realiza, às 10h30 desta sexta-feira, dia 24, ato público em defesa da pesquisa universitária de todo país. A entidade pretende lançar um alerta em relação às consequências da decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) que, desde o início do ano, impede que as fundações de apoio das universidades federais recebam investimentos diretos para realização de pesquisas. Segundo o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, a medida ameaça paralisar o funcionamento dos laboratórios de ciência e tecnologia das universidades, como por exemplo, os da Coppe, da UFRJ, que já teria perdido R$ 10 milhões em recursos para novas pesquisas.

“Contratos estão sendo interrompidos, a nosso ver, por uma interpretação equivocada da CGU. Por conta de indefinições no marco legal do investimento em ciência no país, atividades tão importantes para a sociedade brasileira como as da Coppe e de seus laboratórios estão prestes a serem encerradas. Em 2013, a Coppe faz 50 anos e parece não ter motivos para celebrar”, criticou o presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, que pretende também oferecer o apoio jurídico da Ordem à Coppe.

Cartilha – Em 2013, a CGU lançou, em conjunto com o MEC, uma cartilha instituindo que todos os recursos vindos de parceiros privados e públicos das universidades federais devem passar primeiro pela conta da universidade junto ao Tesouro Nacional. Esta centralização – que, em tese, ainda permite a transferência destas verbas para outras áreas do orçamento do governo -, consta do item 89 (de um total 122) do documento.

No texto, o item 89 assegura que “as receitas oriundas de taxas de matrícula/mensalidades de cursos de pós-graduação, da iniciativa privada e de recursos de governo estaduais ou municipais a serem administradas por Fundações de Apoio devem ser obrigatoriamente recolhidas à conta única”. O fato já estaria prejudicando algumas ações da mantenedora da Coppe, a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec), que deixou de receber financiamento de R$ 10 milhões para o desenvolvimento de projeto com Furnas.

Programado para acontecer no Salão Nobre da OAB/RJ (Avenida Marechal Câmara, 150, Centro), o ato público pretende reunir a sociedade civil organizada, pesquisadores, empresários e personalidades do meio acadêmico e científico. A ação foi tomada após reunião de Felipe Santa Cruz com o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa; com o diretor de Tecnologia e Inovação da Coppe, Segen Estefen; e com Fernando Peregrino, da Fundação Coppetec, no dia 9 de maio.

 

 


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Teremos aulas no mês da Copa do Mundo – Parecer do CNE/CEB

quinta-feira, 23 maio 2013

Parecer CNE/CEB 21/2012 sobre Lei da Copa:

Voto do Relator “a) o art. 64 da Lei nº 12.663/2012 (Lei Geral da Copa) não se aplica em detrimento do art. 23, § 2º, da Lei nº 9.394/96 (LDB), justamente porque não o revogou e nem é norma específica do processo educacional brasileiro; b) assim, os sistemas de ensino deverão estabelecer seus calendários escolares nos termos do que se encontra disposto no § 2º do art. 23,  da Lei nº 9.394/96 (LDB), ao tempo em que se recomendam eventuais ajustes, nos calendários escolares em locais que sediarem jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014, em conformidade com a Lei nº 12.663/2012.

Lei nº 9.394/96 (LDB): Art. 23….

§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.

A seguir a íntegra do Parecer

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Perspectivas do fundo do poço: qual será o futuro dos institutos de pesquisa do MCTI?

quinta-feira, 23 maio 2013

Artigo de Gilberto Câmara para o Jornal da Ciência

Gilberto Câmara é tecnologista sênior do INPE, tendo sido diretor e coordenador de observação da terra. Recebeu o PecoraAward da NASA por suas contribuições ao sensoriamento remoto.

Diz o ex-ministro Delfim Neto que a maioria dos gestores públicos só aprende quando sai do governo. Posso confirmar esta “boutade” com o sofrimento próprio. Durante seis anos e meio (2005-2012) fui diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), tentando cumprir minhas funções de gestor dentro da tiranossáurica burocracia brasileira.  Quando estamos na cadeira de gestores, o dia a dia é tão massacrante que nos impede de refletir sobre as decisões das quais depende nosso futuro. Sem o poder na mão, sobra-nos a força das ideias. Assim, minha dupla condição atual de experiência e de distanciamento permite-me  confirmar a intuição que tive ao exercer o cargo de diretor: não há futuro para os institutos do MCTI no sistema de administração pública direta. Ou todos os institutos do MCTI se transformam em organizações sociais (OS), ou irão para o caminho do esquecimento e da irrelevância.

Os institutos do MCTI tem um papel essencial no Brasil. São os nossos equivalentes aos laboratórios nacionais dos EUA. Esses laboratórios, como o Jet PropulsionLab, Fermi Lab e Los Alamos, fazem pesquisa e desenvolvimento para fins públicos,  cumprindo missões de Estado. No caso brasileiro, nossos institutos foram criados para dar ao Brasil competências em áreas como Pesquisa Espacial, Amazônia, Computação Científica, Tecnologia Industrial, e Biocombustíveis. Só que o modelo de gestão da maior parte destes institutos parou no tempo. Pior: este modelo está devagar e sempre destruindo o futuro destes institutos. Para entender a situação, relato a seguir o caso que vive hoje o INPE, o maior instituto de P&D do MCT.

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San Francisco Declaration on Research Assessment

sexta-feira, 17 maio 2013

Putting science into the assessment of research

There is a pressing need to improve the ways in which the output of scientific research is evaluated by funding agencies, academic institutions, and other parties.

To address this issue, a group of editors and publishers of scholarly journals met during the Annual Meeting of The American Society for Cell Biology (ASCB) in San Francisco, CA, on December 16, 2012. The group developed a set of recommendations, referred to as the San Francisco Declaration on Research Assessment. We invite interested parties across all scientific disciplines to indicate their support by adding their names to this Declaration.

The outputs from scientific research are many and varied, including: research articles reporting new knowledge, data, reagents, and software; intellectual property; and highly trained young scientists. Funding agencies, institutions that employ scientists, and scientists themselves, all have a desire, and need, to assess the quality and impact of scientific outputs. It is thus imperative that scientific output is measured accurately and evaluated wisely.

The Journal Impact Factor is frequently used as the primary parameter with which to compare the scientific output of individuals and institutions. The Journal Impact Factor, as calculated by Thomson Reuters, was originally created as a tool to help librarians identify journals to purchase, not as a measure of the scientific quality of research in an article. With that in mind, it is critical to understand that the Journal Impact Factor has a number of well-documented deficiencies as a tool for research assessment. These limitations include: A) citation distributions within journals are highly skewed [1–3]; B) the properties of the Journal Impact Factor are field-specific: it is a composite of multiple, highly diverse article types, including primary research papers and reviews [1, 4]; C) Journal Impact Factors can be manipulated (or “gamed”) by editorial policy [5]; and D) data used to calculate the Journal Impact Factors are neither transparent nor openly available to the public [4, 6, 7].

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