Doutorandos

 

 
Na perspectiva da Web 2.0 não só os aspectos tecnológicos e de conteúdo, mas também as interações sociais e seus aspectos relacionais devem ser considerados. O crescente interesse na pesquisa em SNA (social networks analysis) é incentivado pela popularização das redes sociais online. Nesse cenário, surgiram aplicações Web tratando e aplicando os conceitos ligados aos aspectos sociais incluindo Web-based comunidades e redes sociais. A Análise de Redes Sociais (SNA) é baseada na suposição de que a importância da relação entre os elementos interagindo na rede é um ponto central para a análise. Nosso exemplo de aplicação de conceitos sobre SNA é o modelo de colaboração em uma Rede Social Acadêmica com o uso de relacionamentos de coautoria entre pesquisadores. A seguir, apresentamos uma visão geral de nossa pesquisa enfocando Redes Sociais Acadêmicas, incluindo modelos de divulgação, análise e recomendação.

Em um trabalho exploratório [0] estudasram-se redes sociais como grafos onde pessoas ou organizações (dependendo da aplicação) são representadas por nodos conectados por arestas as quais podem corresponder tanto a fortes relacionamentos sociais como ao compartilhamento de alguma característica. A análise da estrutura desse grafo, assim como a análise estatística dos atributos dos nodos e/ou das arestas pode revelar indivíduos/organizações importantes, relacionamentos especiais e grupos.

Em um primeiro trabalho [1] foi desenvolvido um referencial para avaliar a qualificação dos usuários e sua reputação em um ambiente de autoria e revisão aberta. Seguindo essa linha analisamos a qualidade dos Comitês do Programa e Conselho Editorial por métodos estatísticos [2]. Imediatamente depois percebemos que uma análise mais profunda de redes de coautoria pode produzir bons indicadores de qualidade e começamos a análise das redes sociais acadêmicas. Em um trabalho [3] introduzimos um conjunto de desafios para o desenvolvimento de um serviço de divulgação através de uma rede Web colaborativa. Métricas específicas foram definidas para trabalhar em uma rede de coautoria. Como estudo de caso, construímos uma rede usando essas métricas e a comparamos com uma rede manualmente construída. Especificamente, uma vez que for possível construir uma rede colaborativa e verificar a sua qualidade será possível melhorar a eficácia global dos serviços de divulgação. Um serviço de divulgação é estabelecido por produtores e consumidores de dados. Especificamente, os consumidores subscrevem o serviço através da definição de um perfil, que normalmente é composto por diferentes consultas. Quando os produtores introduzem novos dados, normalmente através de mensagens, o serviço de divulgação avalia cada mensagem contra os perfis. Uma vez que existe uma correspondência entre um perfil e uma mensagem o serviço envia essa mensagem ao perfil de consumidor adequado. Os resultados são avaliados pelos padrões de acesso dos usuários de acordo com a qualidade dos trabalhos divulgados e, mais importante, pelo aumento no padrão de cooperação interinstitucional entre pesquisadores.

Em um artigo seguinte [4], apresentamos um ambiente de recomendação de Colaboração Acadêmica baseado em Redes Sociais. No contexto acadêmico, trabalhos de pesquisa científica são muitas vezes realizadas através da colaboração e cooperação entre pesquisadores e grupos de pesquisa. Pesquisadores trabalham em várias disciplinas e em diversas áreas de pesquisa. Identificar novos parceiros para executar conjuntos de investigação e análise do nível de cooperação dos parceiros atuais pode ser tarefa muito complexa. Recomendação de novas colaborações pode ser uma valiosa ferramenta para o reforço da cooperação e para descobrir parceiros adequados. Neste trabalho, apresentamos os detalhes de uma abordagem inovadora para recomendar colaborações científicas. A partir da análise da recomendação ficou claro que estudo da distribuição da produção bibliográfica entre os pesquisadores de um grupo seria uma ferramenta interessante para avaliar o trabalho cooperativo. Por fim desenvolvemos uma análise incluindo uma abordagem considerando pesos nos relacionamentos com o objetivo de medir a importância dos laços relacionais entre atores. Nosso estudo de caso demonstrou a possibilidade da utilização do coeficiente de Gini para analisar redes sociais [5]. O coeficiente de Gini é aplicado para medir o nível de homogeneidade da colaboração, ou seja, se apenas alguns pesquisadores mantem um bom nível de colaboração ou se todos os pesquisadores da rede estão de fato contribuindo para o grupo. Algumas das métricas mais comumente utilizadas para análise de redes sociais (SNA) não consideram os pesos das relações entre os atores da Rede ​​Sociais. Estes pesos tem o objetivo de medir a importância dos laços relacionais entre atores. Nossos resultados iniciais demonstram a validade e aplicabilidade dessa abordagem para uma colaboração de cientistas da rede brasileira. A seguir desenvolvemos uma arquitetura para recomendar colaborações acadêmicas [7] [8]. Um estudo de caso para validar a abordagem utilizando pesquisadores associados ao projeto InWeb foi apresentado.

As pesquisas desenvolvidas demonstram a importância de aplicar os conceitos de redes sociais para a análise e melhoria da qualidade dos grupos acadêmicos. Além disso, propusemos novas medidas para quantificar adequadamente a qualidade dos grupos para a geração classificações dos programas de pós-graduação [9], [10].

Estes resultados forma apresentados de forma estruturada na Tese de Doutorado de Gilesi Lopes, pelo PPGC-UFRGS em Maio de 2012 [11] (brevemente disponível no sistema LUME da UFRGS).

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Referências

 

[11] Giseli Rabello Lopes, orientador: José Palazzo M. de Oliveira; Avaliação e Recomendação de Colaborações em Redes Sociais Acadêmicas, PPGC-UFRGS, Maio de 2012.

[10] Roberto da Silva, Fahad Kalil, Alexandre Souto Martinez  and José Palazzo Moreira de Oliveira,Universality in Bibliometrics. Physica. A (Print), v. 1, p. j.physa.2011.11, 2012.

[9] Giseli Rabello Lopes, Mirella M. Moro, Roberto da Silva; Eduardo Martins Barbosa, José Palazzo Moreira de Oliveira. Ranking Strategy for Graduate Programs Evaluation. In: The 7th International Conference on Information Technology and Application (ICITA 2011), 2011, Sydney, Australia. Proceedings of The 7th International Conference on Information Technology and Application (ICITA 2011), 2011.

[8] Eduardo Martins Barbosa, MORO, Mirella M. Moro, Giseli Rabello Lopes, José Palazzo Moreira de Oliveira. VRRC: Uma Ferramenta Web para Visualização e Recomendação em Redes de Coautoria. In: VIII Sessão de Demos, Simpósio Brasileiro de Banco de Dados (SBBD 2011), Florianópolis. Anais do Simpósio Brasileiro de Banco de Dados, 2011.

[7] Giseli Rabello Lopes, Mirella Moura Moro,José Palazzo Moreira de Oliveira: Temporal Influence in Collaborators Recommendation on Social Networks, IADIS WWW-Internet 2011,Session FP 7.1.

[6] José Palazzo Moreira de Oliveira, Giseli Rabello Lopes, Mirella Moura Moro: Academic Social Networks. ER Workshops 2011: 2-3

[5] Giseli Rabello Lopes, Roberto da Silva, José Palazzo Moreira de Oliveira: Applying Gini coefficient to quantify scientific collaboration in researchers network. WIMS 2011: 68

[4] Giseli Rabello Lopes, Mirella M. Moro, Leandro Krug Wives, José Palazzo Moreira de Oliveira: Cooperative Authorship Social Network. AMW 2010

[3] Giseli Rabello Lopes, Mirella M. Moro, Leandro Krug Wives, José Palazzo Moreira de Oliveira: Collaboration Recommendation on Academic Social Networks. ER Workshops 2010: 190-199

[2] Roberto da Silva, José Palazzo Moreira de Oliveira, José Valdeni de Lima, Viviane Moreira: Statistics for Ranking Program Committees and Editorial Boards CoRR abs/1002.1060: (2010)

[1] Gabriel Simões, Leandro Krug Wives, José Palazzo Moreira de Oliveira: Open Publication System: Evaluating Users Qualification and Reputation. CSEDU (1) 2009: p. 200-205

[0] C Freitas, LP Nedel, R Galante, LC Lamb, AS Spritzer, S Fujii, José Palazzo Moreira de Oliveira: Extração de conhecimento e análise visual de redes sociais, SEMISH-Seminário Integrado de Software e Hardware, Belém do Pará, Brasil, SBC, p. 106-120.


 

La vie est une ascension ver les hauters et non un repos sur les hauters.

Aug. Gillerand


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Uma carreira acadêmica começa na graduação, se consolida durante a pós-graduação e evolui para a atividade de professor e pesquisador. Neste livro eletrônico condenso minha experiência de professor e autor bem como avaliador de journals e conferências. Esta experiência foi complementada com as opiniões dos leitores do blog e das discussões em listas. O sucesso depende de condições institucionais e de outras sobre as quais o pesquisador tem controle mais direto como a correta inserção na estrutura acadêmica, a qualidade da pesquisa desenvolvida, a criteriosa escolha dos meios de divulgação de seu trabalho e a estruturação de uma adequada rede social. A compreensão das diferentes características da vida acadêmica permite um bom planejamento da carreira e, mais tarde, auxiliará a conduzir melhorias no ambiente institucional. Espero que este texto seja uma ferramenta útil no planejamento de uma carreira acadêmica bem sucedida.

 

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  • Mais um serviço predador na academia

    Há uma série de publicações predatórias como journals de acesso livre sem qualquer qualidade, mas com uma aparência de serem sérios. Agora aparecem seviços de indexação predatórios. O mais terrível é a academia.edu.Se receberem algum convite em meu nome deste absurdo que é a Academia.edu não aceitem: é FRAUDE. Eles estão enviando e-mails como se os co-autores estivessem convidando os demais; achei estranho e consultei alguns colegas: nenhum deles havia me convidado foi uma fraude da Academia.edu. Além disto leiam este termo de serviço, chega ser criminoso:   By making available any Member Content on or through the Site or Services, you hereby grant to Academia.edu a worldwide, irrevocable, perpetual, non-exclusive, transferable, royalty-free license, with the right to sublicense, to use, view, copy, adapt, modify, distribute, license, sell, transfer, publicly display, publicly perform, transmit, stream, broadcast and otherwise exploit such Member Content only on, through or by means of the Site or Services.   Se algum pesquisador tiver aceito estes termos predatórios deveria imediatamente excluir seus artigos e fechar aconta. Divulgue estas informações para seus colegas, como diria um famoso apresentador: "Isto é uma vergonha!" ...

    Quinta, 19 Novembro 2015
  • Governo anuncia mudanças na presidência da Finep e na Sepin

    O processo de trocas continua no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Agora as mudanças atingiram a presidência da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Secretaria de Políticas de Informática (Sepin) da pasta. As alterações foram divulgadas nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União (DOU). FINEP   Na agência de fomento, sai o cientista político Luís Fernandes que ficou no cargo por sete meses. Em seu lugar entra Wanderley de Souza, anteriormente diretor de projetos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Souza já foi secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado do Rio de Janeiro (Secti-RJ). Atuou também como secretário executivo do MCTI entre 2003 e 2004. Além disso, chefiou o Laboratório de Ultraestrutura Celular Hertha Meyer, que estuda os fenômenos relacionados à sobrevivência e diferenciação neuronal, bem como a importância das interações neuro-imunes. O novo presidente da Finep possui graduação em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela UFRJ e doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) também pela UFRJ. Tem atuado junto a várias sociedades científicas nacionais e internacionais, como a Sociedade Brasileira de Microscopia Eletrônica e a Interamerican Society for Electron Microscopy, onde ocupou posições de vice-presidente e presidente.   Sepin   O DOU de hoje também divulga a exoneração de Virgílio Almeida da chefia da Secretaria de Políticas de Informática do MCTI. Em seu lugar entra Manoel Augusto Cardoso da Fonseca, que estava na Coordenadoria-Geral de Modernização e Informática do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Almeida deixa a equipe do ministério para assumir o cargo de professor visitante na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Em sua gestão, iniciada em 2011, foram lançados importantes programas, entre eles o Brasil Mais TI e o Start Up Brasil, e ações como editais para fortalecer a indústria nacional de microeletrônica e a Certics, um certificado para comprovar se um software é resultado de pesquisa e desenvolvimento no País.   <link> ...

    Terça, 17 Novembro 2015
  • Orientação do Ministério Público Federal considera ilegal o Internet.org no Brasil

    A Procuradoria Geral da República soltou um documento que é uma bomba contra o projeto internet.org, ou Freebasics, como passou a ser chamado o aplicativo da rede social para acesso a sites e conteúdos selecionados, mas sem consumo da franquia de dados em dispositivos móveis. Trata-se de uma nota técnica, portanto uma orientação a todo o Ministério Público Federal, que em síntese sustenta que o internet.org desrespeita a legislação brasileira. “Esse passa a ser o posicionamento do Ministério Público Federal sobre esse assunto”, resume a procuradora Neide Cardoso de Oliveira, coordenadora do grupo técnico  de combate aos crimes cibernéticos. Além dela, assinam a Nota Técnica 2/2015 os também procuradores Marcia Morgado Miranda, da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão; e Carlos Bruno da Silva, coordenador do GT de tecnologia da informação. Trata-se de um posicionamento contundente. Com dez páginas, a Nota Técnica diz que o sistema de acesso a determinados sites e aplicativos constitui uma “restrição que aplicada sem exceções quer permitam o acesso ilimitado afronta o artigo 4o do Marco Civil da Internet, ao estabelecer que alguns usuários, em especial a camada mais pobre da sociedade, terá acesso apenas parcial a determinado site”. O MPF entende que “essa limitação do sistema também permite violação ainda mais grave aos princípios norteadores da internet no Brasil, porque somente sites previamente aprovados pelo Facebook e seus parceiros poderão ser acessados através do aplicativo”. Ou ainda que se trata de “flagrante violação à liberdade de acesso e à neutralidade de rede” e que “abre portas para impedir o acesso a sites considerados politicamente antagônicos ou que expressem opiniões distintas do Facebook e seus parceiros, em evidente censura”. Ainda de acordo com a nota do MPF, “o efeito psicológico de uma internet grátis, porém de conteúdo restrito, pode resultar, indiretamente, na fidelização de clientes, ou até pior – a longo prazo, consumidores de internet que apenas veem-na como portal dos conteúdos ofertados pelos parceiros do Facebook”. Tal internet “em fatias (...) cria uma situação de discriminação em face do indivíduo que terá violado seu direito de acesso à informação, previsto no inciso XIV do artigo 5o da Constituição Federal”. Para o Ministério Público, “com o projeto internet.org, uma camada significativa da população, notadamente a mais desprovida de recursos, na ilusão de estar conectada à internet, ficará sujeita a ter ...

    Quinta, 12 Novembro 2015
  • Alternativa para a avaliação das pós

    Estas informações são provenientes de uma pessoa muito experiente na avaliação da pós da Finlândia, onde todas as universidades são gratuitas e tem financiamento público. Para avaliar pesquisadores eles avaliam um pool de índices, onde H e H-10 e número de citações, são apenas uma pequena amostra deles - eles olham quem publica nos veículos também, o que tem muito peso (assim mesmo eventos pequenos e novos tem a sua chance). A pós é avaliada com base nos pesquisadores, alunos, eficiência no uso dos recursos, produção, e mais importante: tem que haver uma comissão internacional neutra que participa do processo. Ninguém fica no comitê muito tempo ... Eles levam a avaliação e o resultado a sério (investem muito esforço nisto), e as universidades também ... Está na hora de repensarmos o nosso sistema de avaliação, em minha opinião o problema principal é que todos os indicadores utilizados pelas CAPES saturam, menos o das publicações. Esta é a origem da obsessão pelo uso de um indicador ÚNICO. ...

    Quinta, 15 Outubro 2015
  • Petição para o acesso livre aos dados do Lattes

    Olá! Eu acabei de assinar a petição "Petição para a retirada dos captchas dos currículos da Plataforma Lattes". Esta petição foi lançada para por um fim ao bloqueio de dados do Lattes. A Comunidade não foi consultada sobre a colocação de capchas que impedem o acesso livre a volume de dados. A quem interessa esta limitação? Isto só prejudica muitos trabalhos científicos e a transparência e avalição pelos pares de Instituições e Grupos de Pesquisa.   É muito importante! Que tal você assinar também? Palazzo Prezados, Nessa semana, conjuntamente com vários pesquisadores, criamos uma petição com alguns argumentos que discutem o porque que a adoção dos captchas não é uma boa estrategia para o Brasil. A adoção de captcha nos currículos Lattes: - Gera um custo elevado, oneroso e desnecessário para a coleta de dados; - Constitui um freio à promoção da Ciência Brasileira; - Desencoraja a consulta de dados da Plataforma Lattes; - Diminui a visibilidade e o impacto da produção científica brasileira nos âmbitos nacional e internacional; e - Impossibilita estudos acadêmicos envolvendo mais de uma instituição, gerando prejuízo à Ciência Brasileira. Em anexo está o documento com maiores informações. Por favor, se concordar, assine a petição online e a divulgue: https://www.change.org/p/presid%C3%AAncia-do-cnpq-conselho-nacional-de-desenvolvimento-cient%C3%ADfico-e-tecnol%C3%B3gico-cnpq-peti%C3%A7%C3%A3o-para-a-retirada-dos-captchas-dos-curr%C3%ADculos-da-plataforma-lattes   Abraços, Jesús P. Mena-Chalco   ...

    Quarta, 14 Outubro 2015
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